CSU ENTRA NA DISPUTA POR US$ 4 BILHÕES

26 de Novembro de 2009 @ 14:52 por Jose Reis

CSU - CSU

jornal Valor Econômico 19/11/2009 - Janes Rocha

A CSU Cardsystem alimenta grande expectativa com sua entrada no negócio de processamento de adquirentes de cartões de crédito, anunciada ontem em comunicado à bolsa. Trata-se do mercado de R$ 6 bilhões em faturamento e R$ 4 bilhões em lucros líquidos que acaba de ser aberto com o fim do “duopólio” das empresas Cielo (ex- VisaNet) e Redecard.

A operação de adquirência já fazia parte do software Super Vision Plus, a alma da CSU, desde sua fundação há 18 anos, explica Marcos Leite, presidente da empresa. É com essa ferramenta que a empresa presta os serviços de processamento de meios eletrônicos de pagamento para 15 clientes entre grandes, médios e pequenos bancos e cadeias de varejo, emissores de cartões. Só que o módulo não podia ser usado, já que o mercado era fechado.

Em 2008, quando começou a ouvir rumores sobre a possível abertura na área de adquirentes, Leite deu a largada na atualização do software. Com o módulo adaptado da tecnologia americana às regras das bandeiras Visa e Mastercard e à realidade econômica brasileira, o Super Vision será capaz de prover a rede de captura de transações e a gestão desta rede, além do processamento e os serviços operacionais como central de atendimento, administração, prevenção de fraudes etc.

“Nós investimos mais de US$ 100 milhões no Super Vision desde sua criação e vamos gastar mais US$ 15 milhões no triênio 2008-2010 no preparo final”, disse Leite ao Valor. O objetivo é ganhar novos clientes entre os que estão se preparando para entrar na nova redivisão do mercado. Leite prevê, com base nos contatos que vem fazendo com bancos e redes de varejo, que nos próximos seis a oito meses dez empresas vão estrear como adquirentes, disputando com Cielo e Redecard.

A abertura do mercado de adquirência promete uma verdadeira revolução no sistema de pagamento eletrônico do varejo brasileiro. Os estabelecimentos comerciais que queiram aceitar cartão hoje devem ter duas máquinas, uma para Mastercard, outra para Visa. Pelas duas pagam taxas que variam de 2,5% a 5% por transação. Esse foi o motivo de um boicote organizado dos grandes supermercados às empresas de cartões de crédito cinco anos atrás, que resultou em nada quando foram vencidos pelo fato de que o mercado era controlado pelo “duopólio” e pelos bancos por trás das duas empresas.

Muitas das empresas que estão para entrar no mercado, principalmente as de grande porte, deverão abrir sua própria área de adquirência, prevê o presidente da CSU. Bancos de pequeno porte, que não tinham dinheiro para contratar o adquirente, e setores que nunca trabalharam com cartão antes - como redes de atacado e de serviços de saúde (médicos, laboratórios, clínicas) - devem entrar no negócio.

Todos estão de olho na rentabilidade que chega a 78% segundo dados públicos divulgados pela Redecard e a Cielo. O “duopólio” ainda tinha uma despesa com infraestrutura (US$ 150 milhões aproximadamente) que se auto pagava várias vezes com as margens cobradas dos comerciantes. “Na nossa proposta, os clientes vão entrar no negócio sem fazer nenhum investimento tecnológico porque a CSU fornece o serviço completo”, diz Leite. Isso inclui as máquinas de captura de transações, as redes e sua gestão.

Enquanto as empresas que controlavam o mercado cobravam percentuais variáveis por transação, dependendo do movimento do comerciante e de sua capacidade de negociação, a CSU promete cobrar um preço fixo - que Leite não revela, mas garante que é inferior ao custo operacional de R$ 0,30 por transação divulgado pela Redecard. “Não tem mágica. Já temos uma base de 23,4 milhões de cartões, portanto a escala já existe”, diz o empresário.

A CSU detém 54,3% do mercado, mas já se prepara para um aumento da concorrência, já que grandes indústrias do processamento, nacionais e estrangeiras, também vão disputar o serviço. Hoje os maiores concorrentes da CSU são a Orbitall, a Fidelity (do Bradesco) e a americana EDS.

Visanet agora é CIELO

26 de Novembro de 2009 @ 07:01 por Serrano

Cielo - Cielo

Brasil terá mais de 70 mil empresas na indústria de software e serviços de TI em 2010

25 de Novembro de 2009 @ 21:41 por Serrano

soft brasil - soft brasil

Fernanda Ângelo :: Convergência Digital :: 25/11/2009

Durante o período de 2003 a 2006, o número de empresas da Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI (IBSS) cresceu a uma taxa média de 4,9% ao ano. Em 2007, essa indústria possuía 66,84 mil empresas e, em 2010, conforme prevê a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), o número deve chegar a 70 mil.

O dado é parte do primeiro volume da publicação “Software e Serviços de TI: A indústria brasileira em perspectiva”, divulgado nesta quarta-feira, 25/11, pela Associação. Organizada pelo Observatório Softex, a obra indica que 83,9% das empresas da IBSS possuem até quatro pessoas ocupadas; em 2007, a participação deste conjunto mantinha-se elevada, em 84,3%. Segundo os especialistas da Softex, a existência desse número expressivo de empresas de pequeno porte é explicada, em parte, pelo uso de pessoas urídicas como alternativa à contratação pela CLT.

Além disso, barreiras baixas à entrada de novas empresas no mercado e as chances maiores, comparativamente a outras atividades econômicas, de sobrevivência nos cinco primeiros anos de vida, também explicam o número elevado de empresas de pequeno porte. Em 2005, para dar uma ideia, o saldo de entrada e saída de empresas da IBSS no mercado foi o melhor encontrado para o país: 11,6%. O saldo para o Total Brasil foi de 5,1%. A indústria com maior saldo antes da IBSS foi a de transporte, armazenagem e comunicações, com 8,6%.

Mas a quantidade de empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas também cresce a taxas elevadas (15,8% ao ano, no período de 2003 a 2006), superiores às verificadas para o número total de empresas. em 2007, segundo o relatório, a IBSS possuía 2.435 empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas. E, para 2010, a estimativa da Softex é que sejam quatro mil empresas.

O levantamento indica ainda que as 67,851 empresas que atuam nesse setor devem encerrar 2009 com receita líquida de R$ 52,801 bilhões e atingir, em 2010, R$ 57,711 bilhões, mantendo a média anual de crescimento de 9,3% registrada no período de 2003 a 2007 (até 2007 os dados apurados tem como base a pesquisa anual de serviços do IBGE, a partir dai são estimativas do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da entidade). As exportações do segmento, neste ano, devem totalizar R$ 6,4 bilhões — ou US$ 3,7 bilhões, na cotação de R$ 1,74. Para 2010, a projeção é de que as exportações atinjam R$ 9,6 bilhões.

Brecha leva Visa e MasterCard a alertarem bancos europeus

23 de Novembro de 2009 @ 17:58 por Serrano

Fraude 1 - Fraude 1

Por IDG News Service = 20 de novembro de 2009 - 18h42

Vazemento ocorreu na Espanha e afeta clientes que tiveram transações processadas naquele país; alguns bancos decidiram trocar os cartões de seus clientes.

Um aparente vazamento de dados na Espanha levou a Visa e a MasterCard a avisar os bancos sobre possíveis transações fraudulentas de cartões de crédito.

A brecha afeta pessoas de toda a Europa que podem ter tido suas compras processadas na Espanha. Como consequência, muitos bancos alemães optaram por trocar os cartões de seus clientes, informou o Comitê Central de Crédito, organização que representa diversas casas bancárias alemãs.

Bancos da Áustria, da Suécia e da Finlândia também emitiram novos cartões, publicou o Stuttgarter Zeitung na quarta-feira (18/11).

A Visa percebeu movimentações fora do padrão com o uso de cartões na Espanha, “mas o que nós não sabemos é qual foi o problema ou que tamanho ele tem”, disse Ian Barber, um porta-voz da Visa. Uma investigação está sendo conduzida, disse Louise Herbert, porta-voz da MasterCard.

A Visa emitiu um alerta de precaução aos bancos, e a a MasterCard também notificou os bancos parceiros. Nenhuma companhia quis dizer quantos cartões podem ter sido expostos à fraude.

Troca opcional

Cabe ao banco decidir sobre a emissão de novos cartões a seus clientes. Os bancos têm costumeiramente compensado clientes que são vítimas de operações fraudulentas. Como a troca de grandes lotes de cartões é uma operação cara, alguns bancos preferem não substituir os cartões até que haja uma prova concreta de fraude.

Nos últimos anos, as companhias de cartão de crédito, como a Visa e a MasterCard, têm exigido que as empresas associadas se adequem ao Padrão de Segurança de Dados da Indústria de Cartões para Pagamento (PCI DSS), um conjunto de práticas e recomendações sobre a manutenção da segurança de dados e de processamento de cartões de pagamento. A intenção é reforçar a segurança sobre os dados do cartão.

Independentemente disso, as brechas ainda ocorrem. “Infelizmente, esses casos não são raros”, disse Sandra Quinn, diretora de comunicações da UK Payments, uma associação comercial de empresas de pagamento.

Os bancos ingleses HSBC e RBS não forneceram informação precisa sobre se farão a troca de cartões. A Barclaycard, que é a divisão de cartões de crédito do Barckaysbank, disse que estava ciente da situação e que tomará “todas as medidas necessárias” para parar a fraude, disse um porta-voz.

GETNET QUER COMPETIR POR CARTÕES

8 de Novembro de 2009 @ 08:23 por Rafael Rocha

Getnet - Getnet

jornal Valor Econômico 06/11/2009 - Altamiro Silva Júnior

O gaúcho Ernesto Corrêa da Silva Filho, maior exportador de calçados do mundo, dono de fazendas, hotéis e um frigorífico, quer ser grande também no mercado de cartões. A GetNet, voltada para o credenciamento de estabelecimentos comerciais, captura e processamento de transações com cartões, informa ter investido R$ 160 milhões para se preparar para a abertura do mercado e acaba de se estabelecer em São Paulo.

Com o fim da exclusividade de credenciamento existente entre a bandeira Visa e a VisaNet e entre Mastercard e Redecard, espera-se a entrada de novos competidores nesse mercado e, dentro desse cenário, o nome da GetNet é um dos que mais se comenta. A companhia já foi alvo de tentativa de aquisições nos últimos tempos por parte de grupos interessados em se posicionar na área.

Há informações de que o Santander, com projeto de ser um credenciador, tentou comprar a empresa ou mesmo se associar a ela, mas as negociações não avançaram. A americana Tsys, especializada no processamento de transações e que acaba de desembarcar no país, também fez oferta. Sem sucesso. “O mercado tenta (comprar), mas somos compradores. Estudamos possibilidade de aquisição dentro e fora do Brasil, principalmente em outros países da América Latina”, diz José Renato Hopf, presidente da empresa.

A ideia é crescer com as próprias pernas, ao menos agora. A GetNet não pretende credenciar lojas diretamente para as bandeiras Visa e MasterCard. A estratégia é prestar serviços para os bancos e empresas que tiverem licença das duas bandeiras para o credenciamento. A GetNet, por exemplo, pode credenciar em nome do banco e fazer outros serviços, como captura e processamento das transações e telemarketing.

Hopf diz que essa estrutura é a mais comum lá fora. “A GetNet foi criada seguindo o modelo das companhias americanas. Lá há milhares de bancos credenciando e empresas como a nossa oferecem todo tipo de serviço aos credenciadores e os terminais são compartilhados. Os nossos já são”, diz.

Alvo de críticas de clientes que reclamavam da qualidade da rede, a empresa investiu em tecnologia para tentar solucionar os problemas. A capacidade de processamento passou de 85 transações por segundo para 450. “Está em nível mundial.” Também treinou seus executivos na Fundação Dom Cabral. Os R$ 160 milhões investidores vieram do próprio grupo.

A empresa tem uma rede de 165 mil estabelecimentos credenciados. O número é pequeno quando comparados com os 1,6 milhão de lojistas da VisaNet ou os 1,2 milhão da Redecard, que dominam o mercado. Hopf diz que, apesar de ser menor, sua rede está em todo o país (4,3 mil municípios) e em todo tipo de estabelecimento. “Nossa meta para 2010 é dobrá-la.”

A GetNet foi criada em 2003 com apenas nove funcionários, na cidade de Campo Bom, no interior do Rio Grande do Sul. Hoje tem 900 e, além da unidade no Sul, abriu um escritório em São Paulo. A empresa e o grupo ao qual pertence são de capital fechado e seu fundador vive no Uruguai. Hopf não comenta sobre o grupo. O capital da GetNet pertence 100% a Ernesto Corrêa da Silva Filho.

Segundo dados da empresa, passaram por seus terminais 330 milhões de transações no ano passado, com receita de R$ 160 milhões. A GetNet presta serviços para 21 bandeiras regionais, como Unik (forte no interior de São Paulo e Bahia), Verde Card (atua no Sul) e Calcard (Centro-Oeste). “Das bandeiras regionais, 70% das transações passam pela GetNet”, diz Hopf. A empresa também credencia para a American Express.

Para entrar no Chile, a GetNet comprou no ano passado a Celcarga, que faz recarga de celulares. Agora se preparar para estrear na Colômbia e, em um segundo momento, em outros países, como México, Argentina e Peru.

A abertura de capital da empresa no futuro é um plano para o futuro . “Por enquanto, estamos aperfeiçoando a governança corporativa e contratando auditores. Não dá pra negociar um contrato com um grande banco sem ter governança”, diz Hopf.

Varejistas podem virar rivais de Redecard e Visanet

3 de Novembro de 2009 @ 10:39 por Serrano

Pontos de Venda - Pontos de Venda

Além dos bancos, as grandes empresas de varejo do país também estudam tornar-se credenciadoras da Visa e da Mastercard

Portal Exame - Por Márcio Juliboni | 30.10.2009 | 11h03

Há tempos, as margens cada vez mais apertadas desafiam os varejistas a encontrar meios criativos de extrair cada centavo de lucro de uma venda. A oferta de produtos financeiros - como cartões de crédito com marcas próprias, garantia estendida e até seguros residenciais - é um negócio cuja importância para os lojistas cresceu fortemente nos últimos anos. Agora, a mudança na regulamentação do setor de cartões de pagamento, discutida pelo governo e o setor financeiro, promete abrir um novo filão para redes de supermercados, eletrodomésticos e vestuário.

Trata-se do credenciamento, isto é, o serviço de habilitar os estabelecimentos comerciais para que possam aceitar os vários cartões de crédito e débito existentes. Hoje cerca de 80% desse mercado está nas mãos da Redecard, - que até pouco tempo era a credenciadora exclusiva da Mastercard -, e da Visanet, cuja exclusividade com os cartões Visa termina em junho de 2010. Mas as novas regras para o setor devem abrir espaço para que um número maior de empresas passe a atuar no credenciamento - o que abrirá espaço para o varejo.

Inicialmente os grandes varejistas do país estudam entrar nesse mercado para realizar o autocredenciamento. Um supermercado, por exemplo, teria de adquirir a licença para processar transações dos cartões Visa e Mastercard. Ao se tornarem credenciadores, os varejistas poderiam deixar de pagar para a Visanet e a Redecard taxas pelas compras pagas com cartões das duas bandeiras. Seria, portanto, uma forma interessante de os comerciantes cortarem custos. Mas propostas mais ousadas podem desembocar em novas empresas credenciadoras, que sairiam a campo para brigar com os atuais líderes desse mercado. “Os grandes varejistas têm porte e capacidade de investimento para isso”, afirma Álvaro Musa, ex-presidente da Credicard e sócio da consultoria Partner Conhecimento.

O mercado brasileiro de cartões conta com dois atores fundamentais. O emissor - em geral, um banco - é quem negocia com a bandeira (Mastercard, Visa, American Express, etc) a licença para lançar plásticos com o seu selo. Também cabe ao emissor definir que clientes poderão usá-los e qual será o limite de crédito, entre outros itens. Como ninguém quer um cartão que não é aceito em lugar nenhum, o credenciador também exerce uma função estratégica. É ele o responsável por ampliar e manter a rede de pontos comerciais que aceitam os cartões. Seu faturamento provém, primeiro, do aluguel das “maquininhas” onde o lojista passa o cartão do cliente para processar a compra. Conforme o modelo e o porte do comerciante, o aluguel sai de 100 a 150 reais mensais por máquina. Apesar de caro para os pequenos varejistas, esse item representa apenas 16% das receitas dos credenciadores. A maior fatia - 80% - é gerada pela taxa de desconto nas transações, que varia de 3% a 5%, segundo um estudo do Banco Central.

É claro que gigantes do varejo, como Pão de Açúcar, Carrefour, Walmart e Casas Bahia, conseguem pressionar os credenciadores e, assim, obtêm taxas menores de desconto - cerca de 2%, ou até menos. Além disso, os terminais que utilizam são múltiplos, isto é, aceitam todos os cartões, o que elimina a necessidade de alugar uma máquina para cada bandeira.

Na prática, muitos grandes varejistas já são autocredenciados, porque aceitam em seus estabelecimentos cartões de crédito private label. Mas, com o fim da exclusividade da Redecard e da Visanet para processar a Mastercard e a Visa, o que muda é a possibilidade de os varejistas pleitearem, diretamente com as bandeiras, uma licença para processar as compras pagas com cartões que contenham esse selo. Hoje, quando alguém paga uma compra com um cartão de crédito bandeirado nessas lojas, parte do valor - a taxa de desconto - é repassada pelo lojista ao credenciador. Eliminar essa taxa é o primeiro apelo do autocredenciamento.

Precisar o quanto essa mudança trará de economia para quem o implantar, no entanto, não é uma conta trivial. A maior dificuldade, segundo os especialistas, é determinar quanto as redes deverão investir em terminais de processamento, rede, pessoal e softwares para assumir uma função que hoje, afinal de contas, é terceirizada. Musa, da Partner, estima que seriam necessários 100 milhões de dólares para uma empresa sair do zero direto para brigar com a Redecard, e a Visanet. Mas, no caso de redes com sistemas de PDVs já implantado, como os grandes supermercadistas, a cifra pode cair para menos da metade. “É um investimento bastante viável para quem tem um elevado volume de vendas”, diz. Os custos de manutenção do sistema, porém, ainda são incertos. Pela força com que negociam com seus fornecedores, grandes redes já contam com taxas de desconto mais baixas. Ao trocá-las por um custo fixo representado pela manutenção do sistema de credenciamento, é possível que o ganho seja marginal - ou inexistente. “O comerciante precisa fazer muita conta para saber se compensa mesmo entrar nisso”, diz Boanerges Freire, especialista em varejo financeiro.

Para quem compensaria

Os especialistas não têm muitas dúvidas de que as grandes redes de supermercado são as candidatas naturais ao credenciamento, por contarem com um elevado volume de vendas pulverizado por um grande número de transações. Quem estaria mais adiantado nesse processo seria o Carrefour. A varejista, que lançou recentemente um cartão de crédito com a bandeira Mastercard, poderia ser a primeira varejista a se transformar também em credenciadora dessa mesma bandeira, já que a exclusividade com a Redecard não existe mais. A seu favor, o Carrefour conta com um trunfo - possui uma administradora própria de cartões, em parceria com a Cetelem, o braço do banco francês BNP Paribas para o setor. Como o Carrefour não está vinculado a nenhuma das atuais credenciadoras, não haveria conflitos de interesse em apoiar os planos do Carrefour. Procurado pelo Portal EXAME, o Carrefour preferiu não se pronunciar a respeito.

Outros varejistas ainda precisam contornar possíveis conflitos de interesse com seus parceiros financeiros para se tornar autocredenciados. É o caso do Pão de Açúcar. Sua financeira, a FIC, é uma parceria com o Itaú Unibanco - o principal controlador da Redecard. Já a C&A, que também possui cartões private label, é parceira do Banco Ibi, hoje controlado pelo Bradesco. Isso não quer dizer que eles não possam se tornar credenciadores no futuro. O próprio Santander, que é acionista da Visanet, é cotado no mercado como um possível credenciador de Visa e Mastercard, assim como o HSBC.

Em alguma medida, deixar de lado as transações de grandes varejistas poderia até mesmo beneficiar a Redecard e a Visanet, que passariam a se concentrar em clientes com menor poder de negociação e, portanto, de onde poderiam extrair mais lucros. “Arrisco dizer que os credenciadores não sentiriam falta dos maiores varejistas, porque chegam a ter prejuízos com eles”, afirma um especialista do setor.

O presidente da Redecard, Roberto Medeiros, diz que, apesar de os grandes varejistas serem responsáveis por cerca de 50% das transações processadas, essas empresas só representam 20% do lucro devido aos descontos que eles conseguem nas negociações. Um exemplo do poder de fogo dessas cadeias é o Sam’s Club, o braço de “atacarejo” do Walmart. Atualmente, a rede só aceita cartões Hipercard, e vem pressionando os credenciadores das principais bandeiras para conseguir melhores taxas de desconto. “Se eu aceitasse, operaria no prejuízo”, diz Medeiros, da Redecard. Agora, resta saber se os credenciadores resistirão ao mesmo poder de fogo dos varejistas quando eles mudarem de status para concorrentes.

Congresso de Gerenciamento de Projetos

24 de Outubro de 2009 @ 14:56 por Serrano

Gerproj - Gerproj

MAIOR PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO NA REDE É COM FRAUDE EM CARTÃO DE CRÉDITO OU BANCO

23 de Outubro de 2009 @ 07:39 por Jose Reis

fotolia 119302 - fotolia 119302

portal IDG Now! 20/10/2009

Uma pesquisa feita com 9.2 mil pessoas de 14 países mostrou que usuários de internet são muito preocupados com o uso dos dados pessoais na rede. O estudo, feito pela Nokia Siemens, apontou que os provedores de serviço de comunicação são os que mais passam confiança aos consumidores.

A privacidade dos dados é um tópico muito importante para 82% dos entrevistados. Já 76% se preocupam muito com a violação das informações colocadas na rede, enquanto 45% acreditam que estão perdendo o controle sobre o que postam na internet.

De acordo com o estudo, 69% dos entrevistados estariam interessados em usar um único portal para gerenciar e supervisionar as permissões que deram para diferentes lugares usarem seus dados pessoais.

Brasileiros

A maior preocupação dos brasileiros na internet é com fraude em cartão de crédito ou do banco (19%) e cobrança de produtos que não foram comprados (16%). O uso de dados pessoais sem conhecimento, acesso à conta bancária e captura das informações para crimes ficaram empatados com 14%.

No mundo, a maior preocupação é o roubo de identidade (24%), seguido do acesso à conta bancária (13%) e fraude no cartão de crédito ou do banco (11%).

Em quem confiar

Os provedores de serviços de comunicação são os mais confiáveis, segundo os consumidores no mundo todo, à frente de companhias de seguro, portais online, governo e lojas e comunidades online.

A pesquisa classificou os participantes em três categorias. Os “temerosos”, que protegem os dados pessoais evitando passá-los para muitos lugares; os “seletivos”, de perfil pragmático e que trocam as informações pelo serviço oferecido; e os “não-envolvidos”, que geralmente são mais jovens e não têm muita preocupação com o destino dos dados.

No Brasil, 53% dos entrevistados se encaixaram na categoria “seletiva”. Esse pode ser o motivo dos usuários se sentirem mais confortáveis quando não precisam dar muitos detalhes, como informar a faixa etária no lugar da data exata de nascimento, apenas para dar um exemplo.

GOL LANÇA CARTÃO CORPORATIVO UATP

22 de Outubro de 2009 @ 12:39 por Jose Reis

UATP - UATP

portal Maxpress 21/10/2009

A GOL Linhas Aéreas Inteligentes S.A. (Bovespa: GOLL4 e NYSE: GOL), a maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, anunciou hoje que é a primeira companhia aérea na América Latina a emitir contas UATP (Universal Air Travel Plan - Plano Universal para Viagens Aéreas) com o lançamento de seu novo Cartão Corporativo GOL, destinado a clientes corporativos.

Aceito por mais de 250 companhias aéreas associadas e representando mais de 95% da oferta de assentos em todo o mundo, o UATP é designado para diminuir despesas com vendas, reduzindo ou eliminando taxas de operações com cartão de crédito para companhias aéreas. Agências de viagem também são beneficiadas pelo UATP devido às menores taxas de serviços comerciais de cartão de crédito e à capacidade de reconciliar automaticamente os números das passagens às taxas de serviço por meio do programa comercial para agências de viagem do UATP. Para empresas, a rede proporciona um método de pagamento simples e direto, o qual as isenta de taxas de conversão cambial, taxas anuais e taxas por cartão, ao contrário das outras formas de pagamento. Todos os usuários do UATP beneficiam-se de um grande número de dados transacionais em toda compra de passagem aérea.

“O UATP é uma ferramenta valiosa para fortalecer a posição da GOL em relação a empresas e agências de viagem, ao mesmo tempo em que reduz nossos custos de distribuição”, afirmou Tarcísio Gargioni, vice-presidente de marketing e serviços da GOL. “Esse é um novo meio de pagamento na América Latina, e a GOL é a primeira companhia aérea na região a emitir UATP”.

Os clientes do GOL UATP se beneficiarão de processos descomplicados de registro, pagamento e reconciliação, além de relatórios de viagens aéreas de alto nível. O programa GOL UATP aprimora o gerenciamento de despesas com viagens por meio de informações detalhadas, que incluem nome do passageiro, companhia aérea, destino e outros dados do itinerário. A GOL utilizará o novo sistema de faturamento e portal corporativo do UATP, o UATP Processing Solutions, que permite que empresas designem números de contas de UATP individuais para centros de custo específicos.

De acordo com Ralph Kaiser, presidente e executivo-chefe do UATP: “Ter na lista de companhias aéreas do UATP a GOL, uma das principais companhias de baixo custo e baixa tarifa, prova quão popular é esse meio de pagamento, tanto no mercado brasileiro quanto mundialmente. Passageiros corporativos na América Latina que utilizarem o Cartão Corporativo GOL terão acesso a um nível de conveniência e serviços superior, seja qual for seu destino, o que realçará ainda mais a brilhante reputação da GOL”.

“Ao se tornar um Emissor na rede UATP, a GOL oferece uma nova opção de pagamento de viagens corporativas, que atende as necessidades de empresas de incluir quem prefira fazer reservas por meio de canais diretos. Com a maior rede de rotas da Companhia na América do Sul, nosso novo programa de Cartão Corporativo UATP nos permitirá fortalecer o relacionamento com clientes corporativos”, acrescentou Gargioni.

Ainda o fim da Exclusividade

13 de Outubro de 2009 @ 07:59 por Serrano

Redecard - Redecard
Visanet - Visanet

Proposta acaba com exclusividade de Redecard e Visanet

TI Inside - sexta-feira, 9 de outubro de 2009, 18h32

O presidente da Associação Brasileira da Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Paulo Rogério Cafarelli, afirmou em audiência pública, na Câmara dos Deputados, que as medidas propostas pelos técnicos do governo para o setor já estão sendo implementadas. Uma delas é que o lojista possa utilizar uma única máquina para processar operações tanto do Visa quanto do Mastercard. Ele afirmou que metade das transações de cartão de crédito já é feita com terminal compartilhado e que, brevemente, isso acontecerá de forma plena.

Segundo ele, o setor colocará fim aos contratos de exclusividade que os lojistas precisam fazer com a Redecard e a Visanet para processar as transações. Essa proposta já foi adotada pela Redecard e a Visanet acabará com a exclusividade até junho de 2010.

Com relação à transparência na definição da tarifa de intercâmbio – percentual pago pela credenciadora, como a Visanet, para o emissor, como um banco – Cafarelli afirmou que não há necessidade de regulamentação para que isso se efetive. “É preciso ter o entendimento de como se pratica essa tarifa. Diria que isso é absolutamente solucionável”, disse.

O presidente da Abecs afirmou que “existe consenso de que, em curto espaço de tempo, o Brasil possa ter um cartão de débito” de bandeira nacional, como proposto pelos técnicos do governo. “Existe interesse e esse fato deve acontecer em breve.” Ele também observou que é viável a criação de uma instância única para compensação e liquidação das operações.

O chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do Banco Central, José Antônio Marciano, disse que qualquer medida a ser adotada pelo governo para a indústria de cartões de crédito “preservará o funcionamento normal” do setor. Marciano, que participou da audiência, acrescentou que o BC não é contrário às vendas por meio de cartões de crédito, mas que é importante melhorar a eficiência.

Na audiência, o diretor da Abecs, Marcelo Noronha, afirmou que é preciso que “se façam determinadas regulações” para o setor. Entretanto, ele acrescentou que são necessárias regras que “não interfiram no crescimento da modalidade de pagamento”, que oferece conveniência para os clientes e “capilaridade” pelo país.

No último dia 1º, o BC informou que as equipes técnicas do governo concluíram a análise sobre o setor de cartões de pagamentos no país. As propostas ainda dependem de análise do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Justiça, Tarso Genro. Entre as sugestões da área técnica do BC, da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE), e da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae), está a abertura da atividade de credenciamento, ou seja, os lojistas não precisarão fazer contratos de exclusividade com a Redecard e a Visanet para processar as transações.

Outra sugestão é que o lojista possa passar os cartões de diferentes bandeiras em uma única máquina. Os técnicos do governo também propuseram, entre outras sugestões, que haja “neutralidade nas atividades de compensação e liquidação”, ou seja, que haja uma única instância para compensação e liquidação das operações.

Na audiência pública, Marciano defendeu a proposta incluída entre as outras sugestões de se criar uma bandeira nacional de cartão de débito, que diminuiria o custo para a sociedade. Ele acrescentou que “não há necessidade de utilização de uma bandeira internacional para fazer uma transação doméstica.” Ele também ressaltou que os lojistas repassam para todos os consumidores os custos necessários para aceitação de cartões nas vendas. “Quem está pagando com dinheiro está subsidiando quem está pagamento com cartões”, disse.

As informações são da Agência Câmara.