RFID controla ativos de Tecnologia no Banco do Brasil

:: Fábio Barros, especial para o Convergência Digital
:: Convergência Digital :: 16/08/2007
O Banco do Brasil é hoje uma das principais referências de mercado brasileiro quando se discute a aplicabilidade das soluções de RFID (identificação por radiofreqüência). O projeto, coordenado e contratado junto à NEC do Brasil, foi divulgado nesta quarta-feira, 15/08, durante o Seminário Internacional EPC 2007, realizado na capital paulista, para discutir os rumos do uso da tecnologia no Brasil e no mundo.
Para Pedro Francisco Moreira, solution sales specialist da NEC do Brasil, a implantação do RFID no Banco do Brasil foi um dos mais complexos implementados pela empresa. “Ele envolveu um forte componente de preço, já que a contratação foi feita por meio de pregão eletrônico e, ao mesmo tempo, exigia o melhor em benefícios, já que era fundamental para a homologação da tecnologia na instituição financeira”, explica.
O projeto previa o controle dos ativos de Tecnologia da Informação existentes no CCT - Complexo Central de Tecnologia - da instituição, localizado em Brasília, e trazia alguns desafios: controle de cerca de 14 mil itens; redução no tempo de localização de ativos, que antes da solução era de cerca de oito horas; redução no prazo para a realização de inventários, feitos no mínimo duas vezes ao ano num prazo de 45 dias cada; e, claro, a homologação da tecnologia.
Fisicamente, os ativos do CCT estão divididos por três prédios, cada um deles com um Centro de Processamento de Dados (CPD) independente, sendo dois deles espelhados. Entre os equipamentos a serem controlados, estavam servidores, racks, PCs, roteadores etc.
A solução desenvolvida pela NEC contemplou, até aqui, a implantação de 10 mil tags. A movimentação dos equipamentos é controlada por cinco portais RFID e Intermec. Além disso, os CPDs não contavam com cobertura wireless, o que foi feito com equipamentos fornecidos pela Symbol, empresa, hoje, incorporada pela Motorola. Na base das soluções, os softwares de monitoramento e rastreamento de ativos desenvolvidos pela NEC.
“Hoje temos 99% do sistema em pleno funcionamento, e os resultados são positivos”, afirma Moreira. Não por acaso, o tempo exigido para a localização de um ativo caiu de oito horas para cinco minutos; o inventário, antes realizado em 45 dias, hoje pode ser totalmente feito em apenas cinco dias.
“Além disso, o uso do RFID permite que os equipamentos sejam localizados de forma não invasiva, o que significa que isso pode ser feito sem que sua operação seja interrompida”, explica Moreira, comemorando ainda o fato de os resultados terem permitido que a tecnologia fosse homologada pelo Banco do Brasil.