Governo abre edital para recrutar pesquisadores em tecnologia

12 de Outubro de 2009 @ 07:27 por Serrano

pesquisa - pesquisa

Instituições com doutores e doutorandos na área de TI podem indicar profissionais para participar de programa de pesquisa em inovação em Berkeley (EUA).

Por Redação da COMPUTERWORLD - 05 de outubro de 2009 - 18h35

O Governo anunciou, nesta segunda-feira (5/10), a abertura de edital para empresas interessadas estabelecer negócios colaborativos com o Instituto Internacional de Ciências da Computação (ICSI), sediado em Berkeley (EUA). A oferta é resultado de acordos de colaboração firmados entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Movimento Brasil Competitivo (MBC) e o ICSI.

Podem participar organizações brasileiras que tenham doutores ou doutorandos na área de tecnologia da informação e comunicação. As instituições candidatas deverão indicar um de seus funcionários para participar do Programa de Visitante Brasil ICSI. Os selecionados realizarão pesquisas voltadas para inovação no ICSI durante nove meses, com todas as despesas pagas.

As propostas enviadas pelas instituições devem estar alinhadas aos objetivos da Política de Desenvolvimento Produtivo brasileira. Devem também coincidir com as áreas de pesquisas existentes no ICSI.

O edital do programa é encontrado no endereço site oficial do Movimento Brasil Competitivo.

Agende-se!

10 de Outubro de 2009 @ 08:27 por Serrano

Congresso 1 2 - Congresso 1 2

EMPRESAS TENTAM LIMITAR PREJUÍZOS COM AS FRAUDES

8 de Outubro de 2009 @ 15:20 por Jose Reis

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jornal Valor Econômico 05/10/2009 - Françoise Terzian

As fraudes aos cartões de crédito e de débito continuam a desafiar os especialistas. Embora não haja dados oficiais e consolidados referentes aos prejuízos ocasionados pela clonagem, a Horus, empresa de São Paulo especializada em controle e prevenção de fraudes em meios eletrônicos de pagamento, calcula perdas de mais de R$ 31 milhões ao setor somente no primeiro semestre deste ano. Pela projeção, cerca de 1% do volume financeiro movimentado por mês é fraudado. Esse número refere-se apenas às fraudes físicas - em equipamentos de POS (Point-of-Sale) e caixas eletrônicos - das modalidades crédito, débito, lojas e redes.

A Horus acredita que o número computado é apenas a ponta do iceberg. “As perdas alcançaram patamares preocupantes para a indústria de meios de pagamento eletrônico do país”, afirma Eduardo Daghum, sócio-diretor da Horus. Para chegar a esses números, a companhia tem um sistema de monitoramento que acompanha diariamente as notícias publicadas na imprensa sobre fraudes no segmento.

A Horus analisou 160 reportagens publicadas sobre esse tipo de crime no semestre. Além do prejuízo financeiro (R$ 31.122.375,00), as matérias revelaram que 346 pessoas foram presas por esse tipo de delito. Ao todo, 3061 cartões tiveram seus dados usados de forma indevida e 70 máquinas para captura ilegal de dados (chupa cabras) foram apreendidas.

Daghum diz que o número divulgado de cartões clonados em 2008 foi superior (5.650 contra 3.061). No entanto, o volume financeiro das fraudes saltou de pouco mais de R$ 2 milhões, em 2008, para os R$ 31 milhões atuais.

Henrique Takaki, coordenador do Comitê de Segurança e Prevenção da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs), contesta esses números e diz que o índice de fraude, na verdade, apresenta viés de baixa. A tendência, segundo ele, é atribuída à adoção crescente de processos e tecnologias de prevenção à fraude. “As entidades afiliadas à Abecs, junto com os fabricantes de equipamentos de captura de transações (POSs e PINPADs), idealizaram um conjunto de regras de segurança física para esses equipamentos. Elas os tornarão mais seguros que os baseados nas regras atualmente vigentes na indústria mundial”, explica Takaki.

Na prática, isso fará com que a inserção de dispositivos estranhos (como o chupa-cabra) ao equipamento seja dificultada.

Para combater os fraudadores, Roberto Medeiros, presidente da Redecard, diz que suas cerca de 900 mil máquinas espalhadas pelo Brasil são trocadas a cada três anos. Em 2009, 150 mil foram substituídas. “Promovemos essa renovação física para aumentar a segurança, já que as máquinas novas são sempre mais sofisticadas e com mecanismos avançados contra violação”, conta Medeiros.

No passado, a Redecard percebeu tentativas frequentes de se abrir a máquina. Diante dessa ameaça, a empresa passou a travar o circuito eletrônico diante de qualquer tentativa. Medeiros conta que a manutenção dos equipamentos só é realizada nos laboratórios da Redecard e mediante uma série de procedimentos de segurança.

Sobre os POS (Point-of-Sale) sem fio, equipamento usado cada vez mais por restaurantes, pizzarias e postos de gasolina, Medeiros assegura que todas as informações transitadas são criptografadas. “Está mais seguro conduzir o nosso tipo de negócio hoje que no passado. No entanto, precisamos ser ágeis para estar sempre à frente dos eventuais fraudadores”, afirma o presidente da Redecard.

Neste ano, seu objetivo é reduzir agressivamente as eventuais fraudes na rede. Em segurança, aquisição de equipamentos, processamento e novos requisitos, a Redecard está investindo R$ 170 milhões em sua rede em 2009.

A crescente introdução do cartão com chip é outra estratégia usada pelas empresas para dificultar a vida dos fraudadores. Para Takaki, essa tecnologia tem demonstrado sua eficácia tanto no Brasil como em outros países. “Até o momento, não há relatos confirmados de quebra dos protocolos de segurança desta ferramenta.”

Ao mesmo tempo em que as novas tecnologias ajudam no combate ao crime, Takaki nota que as técnicas utilizadas pelos fraudadores têm se aprimorado tanto no mundo real quanto no virtual. “O celular que era usado somente para comunicação móvel agora é utilizado para ressurgimento de antigos golpes, remodelados para esse novo meio”, comenta.

Para Alexandre Sieira, diretor técnico da Cipher, empresa focada em segurança da informação, o roubo de identidade é um problema mundial e crescente. Só nos EUA, mais de 10 milhões de pessoas são vítimas desse tipo de roubo, de acordo com dados da Comissão Federal do Comércio do país. Isso tem feito com que as adquirentes e processadoras de crédito invistam pesadamente em segurança. O problema, segundo ele, é que o risco é grande por todos os pontos da cadeia por onde passam o cartão.

C&A LANÇA CARTÃO-MESADA

7 de Outubro de 2009 @ 07:31 por Jose Reis

portal Propmark 05/10/2009

A C&A lança especialmente para o público teen o cartão-mesada, que possibilita a compra de qualquer produto comercializado na rede. O cartão será comercializado exclusivamente no site da marca.

Os pais podem carregar o cartão-mesada pela primeira vez pela internet e as recargas podem ser feitas também nas lojas. Os valores variam de R$ 10 à R$ 500.

O cartão-mesada terá um design diferenciado, em formato de uma palheta de guitarra, que também pode ser usado como chaveiro. O produto ganhará duas versões, uma feminina e outra masculina.

INTEGRAÇÃO É CHAVE NO AVANÇO DO CELULAR

6 de Outubro de 2009 @ 17:31 por Jose Reis

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jornal Valor Econômico 05/10/2009 - Ana Luiza Mahlmeister

Ainda há um longo caminho para que os telefones celulares substituam os cheques e cartões de crédito e débito, mas o uso do aparelho como meio de pagamento cresce em todo o mundo. No Brasil, vários projetos piloto apontam para o celular como carteira eletrônica: hoje são 160 milhões de linhas móveis no país, mais do que o número de contas bancárias. Por enquanto a aposta está nas compras de baixo valor, mas a popularização de aparelhos como o iPhone, Blackberry e smartphones mais sofisticados mostram que há espaço para operações complexas, com a popularização das transferências de valores.

O celular permite fazer compras pelo telefone e pela internet com mais segurança, pois não é necessário passar o número do cartão de crédito. No futuro os lojistas poderão prescindir dos caros leitores de cartão, substituídos por um telefone móvel com chip transmissor de dados. O mobile payment também faz a inclusão digital de segmentos hoje fora do radar dos meios de pagamento tradicionais como as barracas de feira, cooperativas de taxis, ambulantes e comércio delivery. “A tecnologia está pronta. Falta a padronização e a definição do modelo de negócio para ganharmos escala”, diz Raul Francisco Moreira, executivo da diretoria de cartões de crédito do Banco do Brasil que participa do 4º Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento, nos dias 14 e 15 de outubro, em São Paulo.

Para Moreira o mercado brasileiro vive um momento propício para integrar toda a cadeia de valor dos meios de pagamento: bancos, operadoras de cartão e operadoras de telecomunicações. “Será necessário um consenso para a estruturação de uma plataforma que deve ser multibandeira, multibanco e multioperadora para conseguir a escala necessária”, afirma.

As operadoras de cartão de crédito começaram um movimento para integrar mobilidade às suas operações. Em agosto a Visa anunciou o Visa payWave com tecnologia Near Field Communication (NFC), que permite a transmissão e recepção de dados entre dispositivos próximos. Um projeto piloto conta com 200 portadores de cartão de crédito Visa do Banco do Brasil e Bradesco na Grande São Paulo e Brasília, com chip NFC em um aparelho da Nokia vendido pela Claro. Por enquanto, o recurso do pagamento móvel está no aparelho e não no chip da operadora.

O usuário solicita a integração do número do seu cartão ao número da linha do celular e quando o lojista digitar o valor da compra no leitor convencional de cartões (POS) aproxima seu aparelho móvel com NFC em cerca de 10 centímetros de um terminal fixo, também dotado de chipset NFC e interligado ao POS. O recibo é emitido automaticamente e a transação efetuada.

Os terminais NFC estão disponíveis em bilheterias de cinemas e caixas de algumas redes de restaurantes fast-food, tendo como limite máximo de R$ 100 por transação. “Nossa estratégia será ampliar o relacionamento com os clientes com o envio de alertas de promoções em estabelecimentos credenciados”, afirma Percival Jatobá, diretor executivo de produtos da Visa.

O Banco do Brasil oferece outros serviços de mobile banking como sistema de consultas e transferências via celular e o SMS banking de informações para o cliente. “Nas três modalidades temos 800 mil usuários”, diz Moreira. Em 2010, o Banco do Brasil espera alcançar 1 milhão de clientes usando serviços de mobile banking superando 40 milhões de transações.

A Claro, que oferece serviços em parceria com diversos bancos, tem experiências com as tecnologias SMS, Java, WAP e NFC. “O SMS já tem escala, é fácil de usar e tem aceitação do usuário”, afirma Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado da Claro.

A Vivo e a administradora de cartões de crédito Itaucard anunciaram parceria para pagamentos via celular onde o assinante solicita à central de atendimento da Itaucard a associação de seu número ao cartão. A fase piloto conta com 60 lojas credenciadas em São Paulo e Rio. O usuário digita o número do telefone no ponto de venda (terminal POS) e o sistema gera uma senha randômica, válida somente para aquela transação, e a envia, via SMS, ao celular do usuário. O comprador digita essa senha no POS, finaliza a compra e a fatura é incluída no cartão de crédito. “Hoje o sistema exige POS, mas no futuro vislumbramos uma oferta para pequenas e médias empresas que não trabalham com cartões”, diz Maurício Romão, diretor de parcerias financeiras da Vivo.

A Oi é a operadora mais experiente em mobile payment, fruto de uma parceria com a financeira Paggo. Lançado há três anos, o Oi Paggo está em 21 municípios e tem 1 mil lojas credenciadas. O sistema elimina a utilização do POS e depende de senha pessoal do usuário para a finalização da transação. Para usar o serviço, o aparelho Oi do lojista deve estar programado para iniciar a transação com a Paggo, informando o valor da compra e o número do telefone Oi do consumidor. A mensagem será processada na Paggo e o valor enviado ao cliente com os dados da compra para confirmação. Automaticamente, o lojista e o cliente recebem mensagem em seus aparelhos comprovando a realização da compra, que é finalizada com a digitação, por parte do consumidor, de uma senha pré-cadastrada. A Oi fica com 2,99% sobre o valor da transação.

“Recentemente fizemos uma pesquisa entre usuários que apontou que 72% dos entrevistados acham o Oi Paggo mais prático que os cartões tradicionais e 77% o acham mais seguro”, afirma Roberto Rittes, diretor de meios de pagamento da Oi. A operadora tem 200 mil clientes habilitados no Oi Paggo usado principalmente em pequenas lojas, postos de gasolina, comércio ambulante e feiras. “Nossa rede de aceitação é diferenciada. O sistema é popular em lugares onde o cartão não funciona ou funciona de maneira precária”, diz Rittes. Outra frente são as lojas de e-commerce, como a Americanas.com. “A grande vantagem é que o consumidor não precisa revelar o número de seu cartão de crédito, principal obstáculo para compras via Internet”, diz Rittes.

Facilitar o pagamento da entrega em casa também é a aposta da empresa de vale-refeição Ticket , que lançou o Ticket Restaurante Mobile. A empresa distribuiu 25 terminais em seis estabelecimentos, permitindo ao motoqueiro levar um celular ao invés de POS wireless. “A meta é a distribuição de mil celulares em 500 lojas até 2010″, ressalta Gustavo Chicarino, diretor de estratégia, marketing e produtos da Ticket. A estratégia, por enquanto, não é a substituição dos terminais fixos. “Hoje a transação no aparelho móvel é mais lenta que no POS (45 segundos no terminal móvel ante 15 segundos no fixo), mas no futuro isso não será obstáculo”, afirma o executivo.

O piloto da Ticket funciona na rede Fran´s Café, China in Box e Pizzaria Speranza, entre outros.

Outro segmento promissor é o de taxis. A softwarehouse Wappa oferece há quatro anos o Wappa Taxi que atende 82 cooperativas com 10 mil taxistas.

BANDEIRA BRANCA

6 de Outubro de 2009 @ 13:21 por Jose Reis

Private Label 1 - Private Label 1

jornal Valor Econômico 05/10/2009 - Andréa Guimarães

Há pelo menos uma década o segmento dos cartões no Brasil, que inclui private label, débito e crédito, cresce a taxas de dois dígitos de forma consecutiva. É uma das indústrias financeiras mais rentáveis do país. Cada brasileiro carrega hoje, em média, três cartões na carteira. Circulam dentro e fora do país mais de 547 milhões de plásticos, emitidos por bancos privados e públicos e redes varejistas. Apenas como cartões de crédito, com bandeiras como Visa, Mastercard, Diners e Amex, são quase 133 milhões.

De janeiro a junho, em plena ressaca pós-crise financeira global, a indústria de cartões de crédito local colocou na praça quase sete milhões de novos plásticos. Para debater esse mercado, que desde a semana passada está sujeito a novas regras, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) promove, nos dias 14 e 15, em São Paulo, ao lado da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o 4º CMEP - Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos de Pagamento.

Entre as razões para entender tamanho fôlego estão a busca frenética por diferenciação nos serviços, segmentação de públicos e a corrida por inovações tecnológicas que vai abrir terreno para novas ondas de crescimento, na opinião dos especialistas. Além disso, há novo fator em jogo: o fim da exclusividade de credenciamento de lojistas, segmento dominado pela VisaNet (Visa) e Redecard (Mastercard), ainda neste ano. O Banco Central anunciou na quinta-feira mudanças que permitirão aos lojistas aceitarem as bandeiras Visa e Mastercard sem a necessidade de assinatura de contratos de exclusividade com as operadoras VisaNet e Redecard. É uma forma de ampliar a concorrência no segmento.

A expectativa é que o mercado de credenciamento tenha um vigoroso crescimento. Com o fim da exclusividade das duas operadoras, o governo acredita que todos os bancos terão interesse em credenciar diretamente os lojistas. A Abecs vai analisar os impactos das medidas durante o congresso.

De acordo com o coordenador de autorregulação da Abecs, Vinicius Zwarg, todas as medidas anunciadas pelo BC, que fizerem parte da legislação para o setor de cartões, depois de publicadas, naturalmente terão de ser incorporadas ao código de ética e autorregulação da Abecs. “O governo regula e o código de autorregulação segue as determinações, com o mesmo objetivo de evitar monopólio e estimular a concorrência.”

Na visão dos analistas, essa tendência de expressivo crescimento abre espaço para a consolidação de um mercado mais maduro e rentável. Estima-se que, em apenas quatro anos, esse segmento deverá movimentar R$ 800 bilhões em transações, segundo a Abecs.

Só neste ano, a soma das operações com cartões deve encostar nos R$ 450 bilhões, alta de 20% sobre 2008. “Em volume movimentado, o segmento deve passar de R$ 375 bilhões em 2008 para R$ 800 bilhões em 2013, uma alta de mais de 110%”, afirma o presidente da Abecs, Paulo Rogério Caffarelli. Apenas o segmento de cartão de crédito pode crescer de 14% a 18% no volume movimentado em 2009, prevê a Abecs.

Na origem dessa expansão está uma disputa feroz pelo terreno alheio. Há dois pontos principais que estão pautando as conversas dos principais executivos do mercado. Um deles é a possibilidade de bancos públicos criarem bandeiras próprias e passarem a trabalhar sozinhos. Existem informações de que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal estariam analisando a possibilidade - mas as instituições não confirmam. O segundo grande foco é a ampliação da atuação do setor junto à classe C ou classe média emergente. Parte-se do pressuposto de que há pouco o que fazer para ampliar ganhos no público de maior renda, já amplamente explorado pelo mercado nos últimos anos. Portanto, seria preciso se movimentar em outra direção.

“Todos já criaram produtos sofisticados para as classes A e B. Agora, o foco está nas outras classes, com o aumento da bancarização do setor”, diz Caio Mário da Silva Pereira Neto, da Leoni Siqueira Advogados. “Será preciso fazer uma segmentação mais completa e cuidadosa. Não se trata de separar esse público segundo faixa de renda ou região do país. É preciso olhar essa classe e entender preferências, necessidades, desejos”, afirma o executivo.

Segundo dados da Redecard, apenas 22% do consumo pessoal do brasileiro se dá por meio do uso dos cartões de débito e de crédito, percentual considerado tímido na avaliação do setor. Levantamento do Banco Central mostra que, em agosto, do volume total de operações de crédito no país, 5,6% corresponderam a recursos liberados pelos cartões de crédito. Em dezembro de 2008, a taxa estava em 5%. E no fim de 2008, em 4,7%, segundo relatório mensal. Pelos cálculos, portanto, há espaço para fazer mais. Principalmente por meio de ações focadas na classe C, que começou a negociar melhores condições com os bancos e a descobrir novas vantagens no produto.

Pesquisa apresentada em abril pela consultoria Avenida Brasil mostrou que 69% dos cartões de crédito estão nas mãos de consumidores com renda até R$ 1.700. As classes C, D e E movimentaram cerca de R$ 111 bilhões em compras por meio de cartões em 2008, 52% do volume total.

Na busca pela distinção, as instituições tentam desenhar um pacote de vantagens para cada cliente segundo o estilo de vida, perfil de gastos e expectativas de consumo futuro. Em maio, a Credicard lançou o D.Super, cartão de crédito que converte as compras em supermercados em descontos de 3% a 10%, creditados automaticamente na fatura. No ano passado a Visa anunciou, em parceria com o Bradesco, um projeto piloto com um cartão de crédito com leitura sem contato. Basta aproximá-lo do leitor para efetuar o pagamento.

A busca por diferenciais tem ocorrido também entre as operadoras VisaNet e Redecard. Há um grande esforço no sentido de ampliar o número de credenciados entre setores pouco explorados. Nessa conta, entram empresas da área de saúde (laboratórios médios, clínicas privadas), da área educacional (universidades e centros de cursos) e até cooperativas de taxis de médio e pequeno porte.

“Nós temos de criar algo novo em setores em que o mercado não tem uma penetração aceitável. Na área de saúde, por exemplo, credenciamos 20 mil estabelecimentos só neste ano, mas precisamos ampliar isso”, afirma Roberto Medeiros, presidente da Redecard. Neste ano, a receita bruta da companhia cresceu 20% e atingiu pouco mais de R$ 1,2 bilhão - o lucro engordou 23,5% no mesmo período.

No caso da VisaNet, está em curso uma movimentação semelhante, com lançamento de produtos mais focados em segmentos econômicos específicos. Foi esse o caso do Agrocard, cartão de débito lançado no último ano e voltado para compra de insumos, sementes e outros produtos relacionados à atividade agrícola. Com ele, o produtor consegue comprar matéria-prima sem sair de casa por meio de terminais eletrônicos móveis e com linha de crédito pré-aprovada pelo Banco do Brasil. “Só exploramos 2% do negócio de compra e venda de insumos e produtos entre empresas. Ainda há muito o que fazer”, afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da VisaNet, que teve uma alta de 48% em seu lucro de abril a junho.

Rio sedia Olimpíadas com Atos Origin

6 de Outubro de 2009 @ 07:51 por Serrano

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Decision Report 02/10/2009

O Comitê Olímpico Internacional (COI) definiu hoje, dia 2 de outubro, a cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, competição que terá como responsável tecnológica a Atos Origin.

O acordo da empresa com o COI é o maior contrato de esportes relacionados à Tecnologia da Informação, cobrindo desde os Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City (2002), Torino (2006), Vancouver (2010) e Sochi (2014), até as Olimpíadas em Atenas (2004), Pequim (2008), Londres (2012) e agora, Rio de Janeiro.

Essa não será a primeira experiência da empresa em competições no Brasil. Em julho de 2007, a Atos Origin atuou como parceira de tecnologia dos XV Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro e respondeu pela integração de todos os parceiros de tecnologia para a concepção, construção e operação da infraestrutura de TI e sistemas críticos do evento.

PROPOSTAS DO BC CONFIRMAM FIM DA VERTICALIZAÇÃO PARA CARTÕES

5 de Outubro de 2009 @ 11:17 por Jose Reis

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jornal DCI 02/10/2009 - Patrícia Acioli e José Guerra

Sem dar detalhes, o Banco Central (BC) apresentou ontem os pilares das medidas que deverá tomar para oferecer maior concorrência ao mercado de cartão de crédito. O tripé de propostas - abertura da atividade de credenciamento; interoperabilidade de redes e de POS (máquinas) e neutralidade nas atividades de compensação e liquidação preconiza o fim da verticalização do setor.

Em nota, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), reconheceu que as medidas anunciadas são mais abrangentes do que as propostas iniciais apresentadas pela indústria. O setor avalia que “ocorrerão alterações significativas nos atuais padrões de funcionamento e concorrência do setor”, mas fará uma análise pormenorizada dos impactos das medidas somente após o detalhamento das propostas.

Ontem, em reação a antecipação das mudanças, as ações ordinárias da Redecard tiveram queda de 1,28% e terminaram o dia cotadas a R$ 26,90. Já os papéis ON da VisaNet tiveram queda de 3,29%, a R$ 17,00. “Há muita especulação ainda e pouca clareza. É difícil saber como o BC vai operacionalizar estas medidas”, disse Boanerges Ramos Freire, diretor da Boanerges & Associados Consultoria, especializada em varejo.

Além dos três itens principais - abertura da atividade de credenciamento; interoperabilidade de redes e de POS; neutralidade nas atividades de compensação e liquidação -, aparecem como linhas mestras do que o BC deve normatizar o fortalecimento de esquemas nacionais de cartões de débito e transparência na definição da tarifa de intercâmbio. De acordo com o comunicado, as propostas vão passar pelo crivo do presidente do BC, do ministro da Justiça e o da Fazenda.

“O compromisso dos órgãos reguladores é com a adoção de medidas que aumentem a concorrência e a transparência, melhorem a governança e a segregação de informações e tornem a indústria de cartões de pagamento no Brasil mais eficiente sem afetar as condições de bom funcionamento do setor”, diz a nota.

Boanerges afirma que, sem detalhamento, o anúncio do BC é ainda uma incógnita. O fortalecimento do cartão de débito - onde hoje tem concentração do sistema Maestro e Visa Electron -, por meio do aumento da concorrência de bandeiras nacionais, que conta atualmente com participação pequenas de instituições como a Tecban e Banrisul. Quanto a transparência da taxa intercambio, ele diz que pelas regras atuais a bandeira, o credenciador (empresas de cartão) e emissor (bancos) dividem a taxa de administração, sendo que a bandeira fica com menos de 5%. “Nesse sentido pode ter havido algum lobby dos bancos para que mudem essa equação: os bancos levando um pouco mais e os credenciadores um pouco menos, tirando a concentração deste setor”, diz o executivo.

O grande impacto no setor de cartão de crédito, no entanto, podem ficar reservado à compensação e liquidação. “Ainda não dá para saber se vai interferir no processo de antecipação de recebíveis. Se for mudar esse processo, então pode-se esperar reformulação mais pesada para as empresas”, explica.

Outro front de batalha que a indústria de cartões terá que enfrentar está armado na Câmara dos Deputados. “A intervenção que o Banco Central faz no mercado é cirúrgica e técnica. A que vamos fazer será política e sistêmica”, avisa o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

“O BC divulgou as medidas agora, porque já havia o compromisso de que o faria até o dia 20 de setembro. A contribuição da autoridade monetária vai ficar restrita às normas. Outra parte disso se resolve no Congresso”, destaca Loures.

Tramita em prioridade na Câmara o projeto de lei complementar que dispõe sobre a regulação dos cartões de crédito e débito. Entre os principais pontos estão: criação de mecanismo semelhante ao crédito consignado para antecipação dos recebíveis; possibilidade de utilização de um único leitor de cartões para todos os cartões de crédito e de débito; permite que os comerciantes efetuem a diferenciação de preços em função do instrumento de pagamento utilizado. “As medidas do BC não inviabilizam o projeto, ao contrário, complementam.”

Segundo Loures, a nova regulação da indústria de cartões de crédito ganhou grande apelo público e espaço entre a prioridade dos parlamentares. “Entramos na tensão pré-eleitoral a um ano do pleito. Nesse período alguns temas morrem, outros serão turbinados para imagem dos deputados. Esse é um bom exemplo de debate candidato a crescer”, frisa.

Ticket investe em sistema de pagamentos via telefone celular

5 de Outubro de 2009 @ 07:22 por Serrano

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Companhia cria a arquitetura e os aplicativos que permitem a utilização de telefones móveis para quitação de serviços.

Por Patrícia Lisboa, repórter da CIO = 29 de setembro de 2009 - 08h28

Na última semana, o setor de benefícios alimentícios da empresa Ticket – braço de serviços da rede Accor – lançou uma solução de pagamento por meio de celular. A ideia nasceu de um projeto da área de TI da companhia, criado com o intuito de oferecer mais facilidade aos clientes e, ao mesmo tempo, reduzir os custos relacionados à manutenção e à aquisição dos terminais móveis utilizados para realizar transações com cartões.

O diretor de TI da Ticket para América Latina, Geraldo Spinelli, conta que o projeto faz parte das iniciativas de inovação conduzidas por sua equipe e que respondem por aproximadamente 30% do orçamento anual da área.

Segundo Spinelli, desde 2007, quatro colaboradores estavam dedicados exclusivamente ao desenvolvimento de novos produtos voltados ao pagamento móvel dos benefícios relacionados à alimentação. “Durante um ano e meio essa equipe analisou o que havia disponível no mercado, bem como possíveis parcerias com fornecedores de tecnologia e prestadores de serviços”, revela o executivo.

O diretor conta que, após esse período de avaliação, os colaboradores desenvolveram o protótipo do que julgavam ser o modelo ideal para um novo padrão de pagamento eletrônico e apresentaram o projeto a um comitê formado pelo CIO, CFO e diretor de produtos da unidade brasileira da organização – a qual foi escolhida como campo de testes do serviço. Após a aprovação, a equipe de TI da Ticket no País fez os ajustes necessários no projeto, com o intuito de adequá-lo à legislação local. E, após essa fase, a equipe de inovação para América Latina desenvolveu a arquitetura e os aplicativos necessários.

Na prática, com o novo serviço, os entregadores de restaurantes e bares conveniados à empresa passam a transportar, em vez do terminal tradicional para transações com cartões de vale refeição, um celular dotado do aplicativo para pagamento móvel. O que, segundo Spinelli, permite reduzir em aproximadamente 50% os custos com hardware. Quanto à segurança, o executivo explica que toda a transação é criptografada e os dados trafegados por meio de uma rede 3G (internet em banda larga móvel). “Nenhuma informação fica armazenada no telefone”, ressalta o diretor.

A previsão do executivo é de que, até o fim de 2009, 500 estabelecimentos brasileiros já adotem o novo serviço. “Já para 2010, estimamos que conseguiremos a adesão de mais 3 mil empresas”, diz Spinelli, que complementa: “A partir do desempenho do produto no Brasil, ele será implementado também nos demais países da América Latina e nos Estados Unidos.”

CIP, DOS BANCOS, GANHA COM NOVA REGRA DE CARTÕES

2 de Outubro de 2009 @ 13:02 por Rafael Rocha

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jornal Valor Econômico 30/09/2009 - Altamiro Silva Júnior

Quem pode sair ganhando com as mudanças no setor de cartões, que devem ser anunciadas hoje em Brasília, é Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), que pertence aos bancos. A Câmara passa a fazer um série de pequenos serviços que antes ficavam a cargo das empresas responsáveis pelo credenciamento dos lojistas, a VisaNet (para a Visa) e a Redecard ( MasterCard).

O setor de cartões vai movimentar mais de R$ 400 bilhões este ano, incluindo as transações feitas com os plásticos de crédito, débito e de loja. Diariamente, a Redecard e a VisaNet fazem o cálculo de quanto cada banco emissor de cartões deve a cada lojista e quanto esse banco tem a receber de outro banco emissor (ou a pagar). Com os valores calculados, as duas empresas passam as informações à CIP, que faz os pagamentos para o lojista, a chamada liquidação financeira. Para isso, a CIP recebe uma taxa, que as empresas não divulgam.

Na nova estrutura que deve surgir no mercado de cartões, a CIP também passa a fazer esse cálculo diário. Segundo executivos das empresas de credenciamento ouvidos pelo Valor, a retirada dessa atividade não terá maior impacto na operação das companhias. O efeito mais imediato seria o pagamento de uma taxa mais alta à CIP pela prestação do novo serviço. O conselho de administração da câmara é integrado por representantes de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco, Caixa, Santander e HSBC. Os acionistas da VisaNet são BB, Bradesco e Santander. Na Redecard, o controlador é o Itaú.

As duas empresas não perderão o acesso às informações do fluxo de receitas do lojista. Esse fluxo garante que as credenciadoras façam a antecipação de recebíveis, negócio que só no ano passado gerou R$ 960 milhões de receitas.

Quanto à esperada redução de preços cobrados dos lojistas, os especialistas acreditam que haverá queda sim, a depender do modelo adotado por cada estabelecimento. Certas lojas vão preferir manter mais de uma máquina leitora, de duas redes diferentes, como uma garantia para eventuais problemas tecnológicos. Nesse caso, a redução da taxa tende a ser menor. Se a loja optar por ter somente uma rede, aí sim a redução deve ser mais pronunciada. Além de economizar também com os custos do aluguem do terminal.

O que levaria a uma queda mais efetiva nas taxas seria o aparecimento de um terceiro credenciador, capaz de competir com VisaNet e Redecard. O nome mais comentado pelo mercado é o Santander. Mas há informações de interesse de bancos não ligados às duas empresas, como a Caixa Econômica Federal.

Os lojistas comemoram. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas soltou nota ontem elogiando as medidas, antecipadas pelo Valor. “A tendência é que as taxas cobradas pelo segmento - as maiores do mundo - caiam substancialmente”, diz o texto.

Para as bandeiras (como Visa, MasterCard ou American Express) pouco muda. Com o fim da exclusividade no credenciamento, um terminal vai aceitar várias bandeiras. Essas empresas terão que encontrar formas de fazer o cliente usar mais a sua bandeira. Isso deve ocorrer principalmente nos estabelecimentos menores. Com a exclusividade, havia lojistas que só aceitavam uma ou outra bandeira.