Não sou exatamente um especialista em SOA, mas a experiência adquirida ao longo dos anos me deixa apreensivo toda vez que aparece algo como “panacéia” na área de TI, caso em questão. Quando se olha o conceito pregado pelo SOA, tudo (fazendo um trocadilho infame) soa como lógico e natural.
Quem não quer uma arquitetura tecnológica altamente componentizada, ainda mais abstraindo o componente chamando bem como sua “camada de persistência”? A idéia é fascinante: A qualquer momento e em qualquer ponto da aplicação, aciona-se um “serviço” e este como por encanto percorre toda uma infra-estrutura de “middleware”, buscando a resposta em qualquer ponto da minha topologia de sistemas/bases, estejam estes sistemas/bases em main-frame, risc, intel e sabe-se lá mais onde.
Felizmente hoje isto é tecnologicamente possível, mas o problema para variar não é uma questão tecnológica, ou somente tecnológica. É fundamental aqui a participação de profissionais de Arquitetura (como defendido pelo Serrano, Arquitetos Estratégicos) que consigam articular as equipes de TI e Negócios para discussão do modelo de negócios da empresa em questão e de como este modelo se dividirá em componentes, de maneira que se tenha em mãos um “mapa” de componentes que auxiliará o planejamento da implementação de uma arquitetura baseada em SOA.
O que me incomoda hoje é que muito de que vejo sobre o assunto está sendo “apregoado” pelos fornecedores de soluções tecnológicas e pouco vejo desta “amarração” fundamental com o negócio, aliás, como infelizmente sempre tenho visto durante minha carreira. Pensei que tivéssemos apreendido…
Exatamente.
Nós definitivamente não aprendemos, mesmo depois de tantas ondas e suas letrinhas famosas.
Já citei isso em artigo aqui mesmo no BLOG. Enquanto os profissionais de TI insistirem com a técnica de “deixar as áreas de negócio como reféns da tecnologia”, dificilmente iremos evoluir. Sempre existirá uma desconfiança. E com razão.
O conceito do SOA é bom. É muito bom por sinal. Como vários outros que surgiram antes. Mas sua implementação, em geral, vem sendo maquiada com cores demasiado fortes, o que assusta mais do que agrada.
Thomas Erl, especialista em arquitetura orientada a serviços, vê o movimento pró-SOA como uma evolução do mercado de tecnologia da informação Thais Aline Cerioni - Portal CIO Publicada em 05 de junho de 2007 às 11h33
Uma departamento de TI mais ágil, capaz de responder mais rapidamente às necessidades de negócio e acompanhar o direcionamento estratégico da companhia sem passar por grandes impactos estruturais. Este seria o resultado de um projeto bem-sucedido de adoção da arquitetura orientada a serviços. Ao menos é o que prega Thomas Erl, autor de vários livros sobre o assunto e fundador da SOA Systems, companhia especializada em treinamento e consultoria na área.
Para alcançar esses benefícios, entretanto, é preciso ter visão de longo prazo. “Até hoje, as aplicações eram desenvolvidas com foco no curto prazo. Na arquitetura orientada a serviços, isto tem de mudar. Os aplicativos passam a ser desenvolvidos com foco estratégicos, de longo prazo”, explica Erl. “É uma questão de mudar prioridades”, resume.
O especialista não classifica o movimento em direção à SOA como uma novidade, mas sim como uma evolução do mercado de TI. “Na verdade, não há nada de novo. São muitos conceitos que já existiam e que, agora, estão combinados”, pondera. Isto não significa, entretanto, que não existam benefícios. “A SOA torna os desenvolvimentos mais rápidos e mais baratos, especialmente em grandes empresas”, garante.
O ceticismo das áreas de negócio em relação a mais um acrônimo que promete muito – e também custa muito tempo e dinheiro – não assusta Erl, que considera inédito o apoio mundial, da indústria e dos usuários, à SOA. “Nunca se viu uma plataforma tão abrangente, que vai além da tecnologia”, destaca.
Obviamente, nem tudo é tão simples e, para o especialista, a barreira cultural deve ser um dos principais desafios para a adoção da arquitetura orientada a serviços. Entre as formas de driblar as resistências, ele sugere implementações parciais, em pequena escala. Porém, caso o CIO realmente não consiga um patrocinador para o projeto, a sugestão é repensar. “Se não há apoio suficiente, talvez seja melhor esperar mais um pouco”, ensina.
O perigo das ondas
Apesar de acreditar fortemente nos benefícios da arquitetura orientada a serviços, Erl avisa aos CIOs para avaliarem com muito cuidado produtos e serviços que prometem seguir o conceito. “Muitas empresas estão sendo rápidas em chamar seus produtos de SOA, mas, em muitos casos, isto é questionável”, alerta. Segundo ele, a melhor maneira de ‘conferir’ se determinada oferta realmente está ligada à SOA é entender muito bem do assunto. “Escute o vendedor e seja capaz de entender se o que ele está oferecendo é SOA”, diz o especialista.
A escolha da consultoria que vai auxiliá-lo no projeto também é questão crucial, na visão de Erl. Por mais difícil que seja encontrar profissionais aptos a trabalhar em uma arquitetura orientada a serviços, o especialista incentiva os executivos de TI a escolherem consultores independentes, que não sejam ligados a nenhum fornecedor de soluções. “Você não quer ficar preso a um fornecedor”, conclui.
Na adoção do conceito, o líder de TI precisa desdobrar-se nas funções de diplomata, psicólogo, professor e estrategista
Cláudia Zucare Boscoli
Publicada em 14 de junho de 2007 às 19h48
Portal CIO
Apontada pelos especialistas como a grande força revolucionária e transformadora das empresas nas próximas décadas, a arquitetura orientada a serviços foi tema de debate promovido pelo IDC nesta quinta-feira (14/6), em São Paulo. Mediadora da discussão, Silvia Bassi, presidente e publisher da IDG Brasil (que publica CIO), deu o tom da discussão: afinal, qual será o papel do CIO na implementação do conceito de redesenho dos sistemas? Diplomata, psicólogo, estrategista ou professor? Confira abaixo, a opinião dos participantes do bate-papo e a visão de cada um sobre os caminhos possíveis para vencer as barreiras culturais dentro da corporação.
A diplomata
Regina Pistelli, CIO da Medial Saúde
“Em quinze dias de empresa, consegui a contratação de um especialista em arquitetura de sistemas e de um consultor em governança corporativa. Para mim, uma coisa não existe sem a outra. Governança é o que vem antes de SOA, é fundamental para ter padrões, para englobar todo o negócio no projeto. Já tivemos um caso de insucesso com SOA porque levamos uma proposta que a diretoria encarou como uma aquisição de uma nova ferramenta. Arquitetura orientada a serviços não é ferramenta, é uma jornada em busca de eficiência. Eles não conseguiram enxergar além e por isso vetaram. Os CEOs reclamam que TI demora a responder às mudanças do mercado. Eu concordo. A gente demora sim, mas porque está tudo confuso, milhares de códigos, plataformas diferentes, sistemas não-integrados. E é justamente aí que acredito que a gente deve atuar, mostrando que, se é assim que eles nos vêem, então que proporcionem um modelo capaz de permitir respostas mais rápidas. SOA é isso, é facilitar TI, tornar tudo mais simples. Acredito que este é o caminho para negociar a adoção de SOA. Mas é um aprendizado constante. Temos que ser pacientes para explicar uma, duas, quantas vezes forem necessárias.”
O psicólogo
Paulo Duzzo, CIO da Visanet
“Nosso projeto foi traçado para acontecer em cinco anos e focamos na flexibilidade que SOA permitiria e no ganho de controle de risco. Quebramos resistências ao mostrar que não teríamos de jogar tudo fora e partir do zero, mas poderíamos modificar, acrescentar, reutilizar o que já existia. Continua sendo uma batalha diária, um movimento de ruptura que provoca um repensar em toda a empresa. É um projeto de catequização. Gastamos oito meses só em treinamento e capacitação. Ter mostrado que diminuímos riscos foi fundamental também. Agora, temos módulos seguros, podemos juntar peças sem medo, agregar componentes novos. E ainda temos possibilidade de chamar parceiros para executar os diferentes serviços, não precisamos mais ser Zorro, cavaleiro solitário.”
O estrategista
Sérgio da Silva, CIO da BM&F
“O CEO tem que parar de olhar para o CIO e pensar ‘lá vem aquele cara querendo comprar ferramentas caras, querendo me convencer de que vai resolver a minha vida e nada’. Temos de mostrar que realmente podemos, sim, resolver as coisas. Conseguimos agilizar processos e fazer uma melhor integração com bancos, corretoras e acionistas. O segredo foi deixar a corporação ver resultados práticos ao longo do processo de adoção de SOA. Uma vez constatadas as vantagens, é caminho sem volta, vamos ter para sempre.”
O professor
Adalton Ozaki, professor da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista)
“Fala-se muito que o CIO tem de entender de negócio. Será que não podemos tirar um pouco deste peso dos nossos ombros? Por que a diretoria também não é cobrada a entender a relevância de TI? É triste, mas, talvez, tenhamos de esperar uma nova geração de empresários se formar para termos o devido espaço, porque só hoje essa visão de parceria vem sendo trabalhada nas universidades. É a velha história do ‘IT doesn’t matter’. Na verdade, TI importa sim, porque traz vantagem competitiva. E a indústria pode ajudar o CIO na empreitada. Se voltarmos um pouco no tempo, ao lançamento de ERP, o que tínhamos? Anúncios das maiores consultorias em página inteira de revistas de negócio. E daí? Daí que o produto estava sendo apresentado, vendido, diretamente à diretoria. E foi um sucesso, todo mundo aderiu, comprou produtos. Não dá para esperar que tudo parta do CIO e que ele vença sempre a luta. A indústria precisa focar no CEO.”
Dados da Forrester Research: 70% das empresas que utilizam SOA consideram aumentar a implementação da Arquitetura em sua organização. Apenas 1% pensa ao contrário.
4 de Junho de 2007 @ 19:29
Não sou exatamente um especialista em SOA, mas a experiência adquirida ao longo dos anos me deixa apreensivo toda vez que aparece algo como “panacéia” na área de TI, caso em questão. Quando se olha o conceito pregado pelo SOA, tudo (fazendo um trocadilho infame) soa como lógico e natural.
Quem não quer uma arquitetura tecnológica altamente componentizada, ainda mais abstraindo o componente chamando bem como sua “camada de persistência”? A idéia é fascinante: A qualquer momento e em qualquer ponto da aplicação, aciona-se um “serviço” e este como por encanto percorre toda uma infra-estrutura de “middleware”, buscando a resposta em qualquer ponto da minha topologia de sistemas/bases, estejam estes sistemas/bases em main-frame, risc, intel e sabe-se lá mais onde.
Felizmente hoje isto é tecnologicamente possível, mas o problema para variar não é uma questão tecnológica, ou somente tecnológica. É fundamental aqui a participação de profissionais de Arquitetura (como defendido pelo Serrano, Arquitetos Estratégicos) que consigam articular as equipes de TI e Negócios para discussão do modelo de negócios da empresa em questão e de como este modelo se dividirá em componentes, de maneira que se tenha em mãos um “mapa” de componentes que auxiliará o planejamento da implementação de uma arquitetura baseada em SOA.
O que me incomoda hoje é que muito de que vejo sobre o assunto está sendo “apregoado” pelos fornecedores de soluções tecnológicas e pouco vejo desta “amarração” fundamental com o negócio, aliás, como infelizmente sempre tenho visto durante minha carreira. Pensei que tivéssemos apreendido…
5 de Junho de 2007 @ 12:19
Exatamente.
Nós definitivamente não aprendemos, mesmo depois de tantas ondas e suas letrinhas famosas.
Já citei isso em artigo aqui mesmo no BLOG. Enquanto os profissionais de TI insistirem com a técnica de “deixar as áreas de negócio como reféns da tecnologia”, dificilmente iremos evoluir. Sempre existirá uma desconfiança. E com razão.
O conceito do SOA é bom. É muito bom por sinal. Como vários outros que surgiram antes. Mas sua implementação, em geral, vem sendo maquiada com cores demasiado fortes, o que assusta mais do que agrada.
5 de Junho de 2007 @ 13:58
Pessoal,
Um pouco do que falamos…
SOA pede TI com visão de longo prazo
Thomas Erl, especialista em arquitetura orientada a serviços, vê o movimento pró-SOA como uma evolução do mercado de tecnologia da informação
Thais Aline Cerioni - Portal CIO
Publicada em 05 de junho de 2007 às 11h33
Uma departamento de TI mais ágil, capaz de responder mais rapidamente às necessidades de negócio e acompanhar o direcionamento estratégico da companhia sem passar por grandes impactos estruturais. Este seria o resultado de um projeto bem-sucedido de adoção da arquitetura orientada a serviços. Ao menos é o que prega Thomas Erl, autor de vários livros sobre o assunto e fundador da SOA Systems, companhia especializada em treinamento e consultoria na área.
Para alcançar esses benefícios, entretanto, é preciso ter visão de longo prazo. “Até hoje, as aplicações eram desenvolvidas com foco no curto prazo. Na arquitetura orientada a serviços, isto tem de mudar. Os aplicativos passam a ser desenvolvidos com foco estratégicos, de longo prazo”, explica Erl. “É uma questão de mudar prioridades”, resume.
O especialista não classifica o movimento em direção à SOA como uma novidade, mas sim como uma evolução do mercado de TI. “Na verdade, não há nada de novo. São muitos conceitos que já existiam e que, agora, estão combinados”, pondera. Isto não significa, entretanto, que não existam benefícios. “A SOA torna os desenvolvimentos mais rápidos e mais baratos, especialmente em grandes empresas”, garante.
O ceticismo das áreas de negócio em relação a mais um acrônimo que promete muito – e também custa muito tempo e dinheiro – não assusta Erl, que considera inédito o apoio mundial, da indústria e dos usuários, à SOA. “Nunca se viu uma plataforma tão abrangente, que vai além da tecnologia”, destaca.
Obviamente, nem tudo é tão simples e, para o especialista, a barreira cultural deve ser um dos principais desafios para a adoção da arquitetura orientada a serviços. Entre as formas de driblar as resistências, ele sugere implementações parciais, em pequena escala. Porém, caso o CIO realmente não consiga um patrocinador para o projeto, a sugestão é repensar. “Se não há apoio suficiente, talvez seja melhor esperar mais um pouco”, ensina.
O perigo das ondas
Apesar de acreditar fortemente nos benefícios da arquitetura orientada a serviços, Erl avisa aos CIOs para avaliarem com muito cuidado produtos e serviços que prometem seguir o conceito. “Muitas empresas estão sendo rápidas em chamar seus produtos de SOA, mas, em muitos casos, isto é questionável”, alerta. Segundo ele, a melhor maneira de ‘conferir’ se determinada oferta realmente está ligada à SOA é entender muito bem do assunto. “Escute o vendedor e seja capaz de entender se o que ele está oferecendo é SOA”, diz o especialista.
A escolha da consultoria que vai auxiliá-lo no projeto também é questão crucial, na visão de Erl. Por mais difícil que seja encontrar profissionais aptos a trabalhar em uma arquitetura orientada a serviços, o especialista incentiva os executivos de TI a escolherem consultores independentes, que não sejam ligados a nenhum fornecedor de soluções. “Você não quer ficar preso a um fornecedor”, conclui.
14 de Junho de 2007 @ 10:07
[…] 2007106 - SOA […]
14 de Junho de 2007 @ 10:18
[…] 2007106 - SOA […]
15 de Junho de 2007 @ 16:41
SOA: qual o papel do CIO?
Na adoção do conceito, o líder de TI precisa desdobrar-se nas funções de diplomata, psicólogo, professor e estrategista
Cláudia Zucare Boscoli
Publicada em 14 de junho de 2007 às 19h48
Portal CIO
Apontada pelos especialistas como a grande força revolucionária e transformadora das empresas nas próximas décadas, a arquitetura orientada a serviços foi tema de debate promovido pelo IDC nesta quinta-feira (14/6), em São Paulo. Mediadora da discussão, Silvia Bassi, presidente e publisher da IDG Brasil (que publica CIO), deu o tom da discussão: afinal, qual será o papel do CIO na implementação do conceito de redesenho dos sistemas? Diplomata, psicólogo, estrategista ou professor? Confira abaixo, a opinião dos participantes do bate-papo e a visão de cada um sobre os caminhos possíveis para vencer as barreiras culturais dentro da corporação.
A diplomata
Regina Pistelli, CIO da Medial Saúde
“Em quinze dias de empresa, consegui a contratação de um especialista em arquitetura de sistemas e de um consultor em governança corporativa. Para mim, uma coisa não existe sem a outra. Governança é o que vem antes de SOA, é fundamental para ter padrões, para englobar todo o negócio no projeto. Já tivemos um caso de insucesso com SOA porque levamos uma proposta que a diretoria encarou como uma aquisição de uma nova ferramenta. Arquitetura orientada a serviços não é ferramenta, é uma jornada em busca de eficiência. Eles não conseguiram enxergar além e por isso vetaram. Os CEOs reclamam que TI demora a responder às mudanças do mercado. Eu concordo. A gente demora sim, mas porque está tudo confuso, milhares de códigos, plataformas diferentes, sistemas não-integrados. E é justamente aí que acredito que a gente deve atuar, mostrando que, se é assim que eles nos vêem, então que proporcionem um modelo capaz de permitir respostas mais rápidas. SOA é isso, é facilitar TI, tornar tudo mais simples. Acredito que este é o caminho para negociar a adoção de SOA. Mas é um aprendizado constante. Temos que ser pacientes para explicar uma, duas, quantas vezes forem necessárias.”
O psicólogo
Paulo Duzzo, CIO da Visanet
“Nosso projeto foi traçado para acontecer em cinco anos e focamos na flexibilidade que SOA permitiria e no ganho de controle de risco. Quebramos resistências ao mostrar que não teríamos de jogar tudo fora e partir do zero, mas poderíamos modificar, acrescentar, reutilizar o que já existia. Continua sendo uma batalha diária, um movimento de ruptura que provoca um repensar em toda a empresa. É um projeto de catequização. Gastamos oito meses só em treinamento e capacitação. Ter mostrado que diminuímos riscos foi fundamental também. Agora, temos módulos seguros, podemos juntar peças sem medo, agregar componentes novos. E ainda temos possibilidade de chamar parceiros para executar os diferentes serviços, não precisamos mais ser Zorro, cavaleiro solitário.”
O estrategista
Sérgio da Silva, CIO da BM&F
“O CEO tem que parar de olhar para o CIO e pensar ‘lá vem aquele cara querendo comprar ferramentas caras, querendo me convencer de que vai resolver a minha vida e nada’. Temos de mostrar que realmente podemos, sim, resolver as coisas. Conseguimos agilizar processos e fazer uma melhor integração com bancos, corretoras e acionistas. O segredo foi deixar a corporação ver resultados práticos ao longo do processo de adoção de SOA. Uma vez constatadas as vantagens, é caminho sem volta, vamos ter para sempre.”
O professor
Adalton Ozaki, professor da Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista)
“Fala-se muito que o CIO tem de entender de negócio. Será que não podemos tirar um pouco deste peso dos nossos ombros? Por que a diretoria também não é cobrada a entender a relevância de TI? É triste, mas, talvez, tenhamos de esperar uma nova geração de empresários se formar para termos o devido espaço, porque só hoje essa visão de parceria vem sendo trabalhada nas universidades. É a velha história do ‘IT doesn’t matter’. Na verdade, TI importa sim, porque traz vantagem competitiva. E a indústria pode ajudar o CIO na empreitada. Se voltarmos um pouco no tempo, ao lançamento de ERP, o que tínhamos? Anúncios das maiores consultorias em página inteira de revistas de negócio. E daí? Daí que o produto estava sendo apresentado, vendido, diretamente à diretoria. E foi um sucesso, todo mundo aderiu, comprou produtos. Não dá para esperar que tudo parta do CIO e que ele vença sempre a luta. A indústria precisa focar no CEO.”
16 de Junho de 2007 @ 11:33
Dados da Forrester Research: 70% das empresas que utilizam SOA consideram aumentar a implementação da Arquitetura em sua organização. Apenas 1% pensa ao contrário.
16 de Junho de 2007 @ 11:36
Segundo o Gartner, o conceito está presente em 50% das novas aplicações de missão crítica em 2007 e este percentual deverá chegar a 80% até 2010.
7 de Dezembro de 2007 @ 16:25
I’d prefer reading in my native language, because my knowledge of your languange is no so well. But it was interesting!